Juninho era um cara esquizofrênico ou pelo menos seriamente perturbado que morava no prédio em frente num apartamento entulhado de artigos de loja de departamento.
Quanto a mim , bem eu não era esquizofrêncio mas era sem duvidas desocupado e passava aproximadametne tres quartos do meu dia observando Juninho.
Havia comprado uma luneta com o propósito de observar as estrelas...ou talvez fosse um telescópio...De qualquer modo eu percebi que diferentemente do senso comum sobre a atrativa grandiosidade e beleza do cosmos ,observar o céu não me apresnetava um entretenimento tão substancial quanto por exemplo uma exploração do cotidiano de alguns casais sem graça que ocasionalemtne brigavam pela última vasilha de sucrilhos.Assim fui apresnetado ao ramo de invasão de privacidade a longa distância e subsequentemente a Juninho.
Juninho era um sujeito por volta dos seus cinquenta anos que puxava de uma perna e cultivava o estrnaho habito de se enrolar completametne nu em uma grosa camada de plástico bolha e locomover-se como uma esécie de larva.
Juninho passava dias nessa condição o que me interessava profundamente e me rendia textos maravilhosos sobre a essencia da questão humana.Nesse momento da minha vida consegui emplacar alguns textos como colaborador freelance no campo da auto-ajuda explorando a questão do renascimento ritualistico.
Nos meses seguintes observei uma evolução de Juninho que agora apresentava-se como pupa mantendo-se sem movimento dentro de cortinas plásticas com pausas regulares nas quais ia para seu trabalho.
Numa dessas idas ao trabalho foi que descobri mais sobre juninho que era gerente de uma loja de departamentos no centro e até mesmo flertava com uma jovem senhorita da xerox.
Luis cláudio da costa junior, o juninho vinha se ausentando das usuais peladas segundo seu porteiro por estar mais voltado ao que ele mesmo se referia como um "investimento".
Me deixava de certa forma angustiado que as pessoas ao seu redor nem sequer supeitassem de suas atividades escusas.
Dessa forma acompanhei Juninho por mais alguns meses seguindo-o no seu trabalho onde agora evitava sucessivas investidas de Deusa ,a jovem senhorita da xerox.
Foi numa sexta feira a tarde quando presisonado por rumores quanto a sua sexualidade que corriam pela loja teve de convidar Deusa para um jantar em seu apartamento.
Por volta das oito da noite os dois entraram pela porta da cozinha, juninho tenso puxando da perna esquerda e Deusa com um sorriso stisfeito.
Deusa se snetou na sala onde se deu a liberdade de colocar um vinil enquanto Juninho entrava rapidametne na sua cúpula e respirava contra o plástico grudando-o em seu rosto e em seguida estufando-o.
Em alguns minutos ele voltou, conversou com ela e sorriu quase galante tentendo esconder o nervosismo.Ela sorria.
Conversaram por algusn minutos e antes de irem para a mesa de jantar Juninho passou brevemente pela sua pupa para algumas "baforadas" como eu costumava chama-las.
Eu começava a desconfiar de suas intenções e subitamente aquele inofensivo baforador de pláastico omeçava a me parecer um psicopata em potencial.
Continuei assistindo.minha aflição seguia num Crescendo vertiginoso que parecia coincidir com oque ocorria no apartamento do outor lado da rua.Quanto mais Deusa se aproximava mais curtos eram os intervalos entre as baforadas.
Deusa que a principio parecia confiante como pensasse que seu galã deixava os aposentos por nervosismo de estar com ela ,agora parecia intrigada.
devia ser a quinta baforada que Juninho ia dar num periodo de vinte minutos quando Deusa resolveu investigar.Juninho parecia perder um pouco de seu controle e começava a despir-se.
DEsua se aproximava.Juminho parecia num extase quase que sexual.Deusa encostou o ouvido na porta.Juninho mal se continha .Colocou a mão na maçaneta.Girou delicadamente.
hesitou por um instante.fechou os olhos.tomou uma respiração e tornou a girar.
Voltando o telescópio ou luneta rapidamente para o quarto, u cena insolita :as cortinas plásticas esparramdas no chão ,Deusa surpresa prucurando por Juninho e finalemtne olhando pela janela perpelexa, Juninho voando para o azul sem fim do céu do rio de janeiro com asas de borboleta feitas de celofane...
A polícia nos dias seguintes investigou o ocorrido ,nada foi constatado,o caso foi encerrado,Juninho nunca mais foi visto,Deusa largou a loja e começou a frequentar todo tipo de reunião de comunidades extraterrestres e sobrenaturais e quanto a mim, eu larguei meus empreendimentos literários e comprei um tanto de plástico bolha na loja de departamento do centro onde trabalhava Juninho.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
número treze- o grande tabu :um ensaio sobre o cu
em meio uma discussão em mesa de bar a respeito do controverso tema "comer cu" , diego sanchez é designado para dar seu veredicto após declarações espantosas envolvendo a lenda urbana da xilocaína uma citação ao poema de drummond " a porta dos fundos do amor" e até mesmo uma interpretação sacaninha da máxima " não se come onde se caga" .
Diego sanchez diz:
Acerca da entidade abstrata ideal " O Cu" devo afirmar que diferentemente de sua instância orgânica ,este, não fede nem cheira.
Eu poderia comparar minha experiência com o cu no âmbito afetivo àquele colega com quem você se da bem apesar de conhcer pouco ou talvez exatamente por conehcer pouco.
O Cu até hoje não me causou mal ainda que negligenciada sua improtância .
Eu declaro portanto o Cu isento de qualquer culpa nos incidentes escatológicos mencionados e a mim mesmo isento da necessidade de um veredicto objetivo que substituo por uma frase de efeito sem compromisso com a moral contemporênea do ocidente:
a frase declamada foi:
"passarinho que come pedra sabe o cu que tem".
naqeula noite sabia-se com o perdão do trocadilho que esta entraria para os anais da história do mundo
Diego sanchez diz:
Acerca da entidade abstrata ideal " O Cu" devo afirmar que diferentemente de sua instância orgânica ,este, não fede nem cheira.
Eu poderia comparar minha experiência com o cu no âmbito afetivo àquele colega com quem você se da bem apesar de conhcer pouco ou talvez exatamente por conehcer pouco.
O Cu até hoje não me causou mal ainda que negligenciada sua improtância .
Eu declaro portanto o Cu isento de qualquer culpa nos incidentes escatológicos mencionados e a mim mesmo isento da necessidade de um veredicto objetivo que substituo por uma frase de efeito sem compromisso com a moral contemporênea do ocidente:
a frase declamada foi:
"passarinho que come pedra sabe o cu que tem".
naqeula noite sabia-se com o perdão do trocadilho que esta entraria para os anais da história do mundo
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
número onze- como nino ottoni salvou o natal carioca.
"Eu estava no meu escritório, revendo alguns roteiros.Faltava pocuo para o natal , eu precisava de dinheiro para comprar presentes para minha pequena.
Na verdade por "minha pequena" eu queria dizer qualquer indivíduo do sexo feminino que quisesse se envolver comigo...
Não me entenda mal, qualquer indivíduo do sexo feminino dadas algumas restrições legais...Aquelas coisas de idade de consentimento com as quais Polanski e Chaplin nunca se deram muito bem.
Enfim...
Os roteiros não pareciam promissores.Eu precisava de alguma coisa .
Algo mágico.
Foi aí que ouvi na entrada um entrondo...Eu me aproximei...Pequenas criaturas dançavam por todos os lados pegando peças de cosias e transformando em brinque-"
-Ok... basta esse é a pior coisa já escrita da qual eu tenho conhecimento , a história não deu certo com a Xuxa , certametne não vai dar certo com um tiozinho de cavanhaque...
-Calma eu ainda nem cheguei a parte em que eu me torno amigo de um garoto aleijadinho.
-você oque?
-Me torno amigo de um garoto aleijadinho.
-isso é no mínimo insólito.
-isso quer dizer que vamos rodar o filme?
-Me garanta um par de peitinhos e uma cena com alguns garotos carentes.
"E foi assim que Nino Ottoni , o jovem cienasta sem dinehiro , salvou o natal carioca"
Nino Ottoni para os desavisados ronda os bares baratos da zona sul carioca,estuda cinema do outro lado da ponte e se ocupa dos ofícios de tecelão de histórias fantasiosas,emissor de material autopromotivo,figurante de filmes B e as vezes proxeneta.
..Ah sim, ele também é um escritor do caralho e um exímio roteirista dêem uma conferida no falecido "boemiatransviada.blogspot.com" e me entendam
Na verdade por "minha pequena" eu queria dizer qualquer indivíduo do sexo feminino que quisesse se envolver comigo...
Não me entenda mal, qualquer indivíduo do sexo feminino dadas algumas restrições legais...Aquelas coisas de idade de consentimento com as quais Polanski e Chaplin nunca se deram muito bem.
Enfim...
Os roteiros não pareciam promissores.Eu precisava de alguma coisa .
Algo mágico.
Foi aí que ouvi na entrada um entrondo...Eu me aproximei...Pequenas criaturas dançavam por todos os lados pegando peças de cosias e transformando em brinque-"
-Ok... basta esse é a pior coisa já escrita da qual eu tenho conhecimento , a história não deu certo com a Xuxa , certametne não vai dar certo com um tiozinho de cavanhaque...
-Calma eu ainda nem cheguei a parte em que eu me torno amigo de um garoto aleijadinho.
-você oque?
-Me torno amigo de um garoto aleijadinho.
-isso é no mínimo insólito.
-isso quer dizer que vamos rodar o filme?
-Me garanta um par de peitinhos e uma cena com alguns garotos carentes.
"E foi assim que Nino Ottoni , o jovem cienasta sem dinehiro , salvou o natal carioca"
Nino Ottoni para os desavisados ronda os bares baratos da zona sul carioca,estuda cinema do outro lado da ponte e se ocupa dos ofícios de tecelão de histórias fantasiosas,emissor de material autopromotivo,figurante de filmes B e as vezes proxeneta.
..Ah sim, ele também é um escritor do caralho e um exímio roteirista dêem uma conferida no falecido "boemiatransviada.blogspot.com" e me entendam
terça-feira, 8 de setembro de 2009
número dez-nintendo 64
-Olha só eu notei uma coisa , garotas gostam mais de jogadores de playstation do que nintendo meia quatro.
-De onde você tirou isso?
- Todas minhas ex namoradas me trocaram por jogadores de playstation.
-não sei...a aninha é viciada em mario kart por exemplo.
-Então! as mulheres tem preferencia por jogos do meia quatro.Logo elas os consideram cosias delas , logo elas acham os jogadores de meia quatro afeminados frutinhas enfim...esta aí a resposta eu vou comprar um playstation 3.
-...Acho que só um nerd masturbador compulsivo ejaculador precoce gasta esse dinheiro todo num videogame.
-Então um playstation dois só com jogos de futebol tiro e nenhum final fantasy.
-...dureza.
-ta bom, com um final fantasy... o dez.
-justo.
-...
-ou você em vez disso podeira parar de sair na rua vestido de storm trooper
-não vejo a relação.
-é esquece...
... para TK 421, o pseudonimo de Bruninho aquela havia sido uma ideia muito estupida, como quando a nintendo acabou com a parceria com a square por exigir exclusividade.
-De onde você tirou isso?
- Todas minhas ex namoradas me trocaram por jogadores de playstation.
-não sei...a aninha é viciada em mario kart por exemplo.
-Então! as mulheres tem preferencia por jogos do meia quatro.Logo elas os consideram cosias delas , logo elas acham os jogadores de meia quatro afeminados frutinhas enfim...esta aí a resposta eu vou comprar um playstation 3.
-...Acho que só um nerd masturbador compulsivo ejaculador precoce gasta esse dinheiro todo num videogame.
-Então um playstation dois só com jogos de futebol tiro e nenhum final fantasy.
-...dureza.
-ta bom, com um final fantasy... o dez.
-justo.
-...
-ou você em vez disso podeira parar de sair na rua vestido de storm trooper
-não vejo a relação.
-é esquece...
... para TK 421, o pseudonimo de Bruninho aquela havia sido uma ideia muito estupida, como quando a nintendo acabou com a parceria com a square por exigir exclusividade.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
número nove-ascensão e declínio de uma era de ouro
"o totó quebrou", ele disse apático.
Na verdade queria abraçar cada homúnculo plúmbeo que ali que enfileirava para seu divertimento em suas oxidadas pinturas
azul e vermelho.
.todos eles :Juninho, Bocão ,Zuza...Com seus apelidos incoerentes como os dos ídolos dos anos dourados do futebol.
queria dar a volta olímpica no campo irregular ,descascado e sinceramente feio que se estendia sob eles.
Queria juntar em corrente as outras tantas mãos que outrora roletravam,miravam e moldavam o humilde folcore daquele maracanã de madeira.
miniaturado pela própria natureza .
Mas era tarde,
e naquele ermo pilotis abandonado percebeu que falava com sua cerveja.
Era o fm de uma era.
-esse aqui é para as mãos de alguns piratas holandeses,fumantes ranzinzas,ervas daninhas e estudantes heterossexuais do prédio de letras.
Na verdade queria abraçar cada homúnculo plúmbeo que ali que enfileirava para seu divertimento em suas oxidadas pinturas
azul e vermelho.
.todos eles :Juninho, Bocão ,Zuza...Com seus apelidos incoerentes como os dos ídolos dos anos dourados do futebol.
queria dar a volta olímpica no campo irregular ,descascado e sinceramente feio que se estendia sob eles.
Queria juntar em corrente as outras tantas mãos que outrora roletravam,miravam e moldavam o humilde folcore daquele maracanã de madeira.
miniaturado pela própria natureza .
Mas era tarde,
e naquele ermo pilotis abandonado percebeu que falava com sua cerveja.
Era o fm de uma era.
-esse aqui é para as mãos de alguns piratas holandeses,fumantes ranzinzas,ervas daninhas e estudantes heterossexuais do prédio de letras.
número oito-o som da maria fumaça
Abriu e fechou a boca mudo
decidiu desistir passando despercebido .
Fingia prestar atenção,se fazia inevitavelmente preso
na teia de informações infinitas vomitadas às baforadas de fumaça.
As informações iam adquirindo peso e caindo no ar nunca chegando aos seus ouvidos
tentava ler os lábios .provavelmente diziam algo do tempo.talvez do laguinho.
os olhos vidrado nos lábios soprando as palavras .parecia fácil.o maço se esvaziava.ela vomitava a fumaça.
desviava, olhava o laguinho, as folhas...voltava e se demorava na chaminé rosada.
Fingia um sorriso torto. os lábios lutando contra o rigor mortis.
ainda mudo. com ele as palavras pareciam seguir o sentido inverso .Engolia a seco.
o olhar num peixe particularmente grande, ou pelo menos grande para aquele particular lago artificial.
engasgava na garganta e escorregavam ao estomago e se aninhavam desconfortaveis.
Igualmente pesadas as palavras nunca chegavam aos ouvidos.
decidiu desistir passando despercebido .
Fingia prestar atenção,se fazia inevitavelmente preso
na teia de informações infinitas vomitadas às baforadas de fumaça.
As informações iam adquirindo peso e caindo no ar nunca chegando aos seus ouvidos
tentava ler os lábios .provavelmente diziam algo do tempo.talvez do laguinho.
os olhos vidrado nos lábios soprando as palavras .parecia fácil.o maço se esvaziava.ela vomitava a fumaça.
desviava, olhava o laguinho, as folhas...voltava e se demorava na chaminé rosada.
Fingia um sorriso torto. os lábios lutando contra o rigor mortis.
ainda mudo. com ele as palavras pareciam seguir o sentido inverso .Engolia a seco.
o olhar num peixe particularmente grande, ou pelo menos grande para aquele particular lago artificial.
engasgava na garganta e escorregavam ao estomago e se aninhavam desconfortaveis.
Igualmente pesadas as palavras nunca chegavam aos ouvidos.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
número sete -rio de janoir
Era tarde quando ela entrou no meu escritório .
disse que precisava do melhor detetive particular do Rio de Janeiro.
Ela havia procurado o lugar certo.
Em primeiro lugar porque eu era realmente o melhor no que eu fazia e em segundo lugar porque definitivamente não havia um número relevante de detetives particulares no Rio de Janeiro.
e esses se contentavam em vigiar esposas de ricaços excêntricos .
Eu era diferente.
Tinha uma vitrola enchendo o escritório com o walking bass de ron carter , um sobretudo que eu obviamente tirava ao sair do ar condicionado e mais um monte de apetrechos bacanas.
Ela entrou com um perfume arrebatador e um vestido vermelho desses que se veria em filmes noir se eles não fossem em preto e branco.
Ela me disse que estava metida numa enrascada e precisava do melhor.
Eu senti que esse era o momento decisivo da minha vida.Finalmente um caso à altura da minha aspiração.Ela pediu fogo eu estalei o meu isqueiro antigo.
Ela fumou com modos, como uma dama, soprou a fumaça como uma diva.
Ela precisava de mim.Aqueles olhos negros a sobrancelha arqueada sugestivamente.
Seu nome era.
-Válcia.
Eu tossi me desconcentrei e deixei o cigarro cair.
-como disse?
-Válcia.
"Válcia" ela se chamava "Válcia".isso foi frustrante perguntei o nome completo como que precisasse saber para o serviço.Eu não precisava.
-Válcia de Jesus Oliveira.
Sustentei um sorriso sem graça e fingi anotar o nome.
-Eu entrarei em contrato senhorita...Válcia.
-O senhor quer o meu celular?
-Não não obrigado... eu descubro.disse rindo forçadamente.
-Mas...
ela não chegou a terminar . fechei a porta às minhas costas e suspirei.
O Rio de Janeiro era definitivamente um lugar decepcionante.
E eu havia pago tão caro naquele sobretudo...
disse que precisava do melhor detetive particular do Rio de Janeiro.
Ela havia procurado o lugar certo.
Em primeiro lugar porque eu era realmente o melhor no que eu fazia e em segundo lugar porque definitivamente não havia um número relevante de detetives particulares no Rio de Janeiro.
e esses se contentavam em vigiar esposas de ricaços excêntricos .
Eu era diferente.
Tinha uma vitrola enchendo o escritório com o walking bass de ron carter , um sobretudo que eu obviamente tirava ao sair do ar condicionado e mais um monte de apetrechos bacanas.
Ela entrou com um perfume arrebatador e um vestido vermelho desses que se veria em filmes noir se eles não fossem em preto e branco.
Ela me disse que estava metida numa enrascada e precisava do melhor.
Eu senti que esse era o momento decisivo da minha vida.Finalmente um caso à altura da minha aspiração.Ela pediu fogo eu estalei o meu isqueiro antigo.
Ela fumou com modos, como uma dama, soprou a fumaça como uma diva.
Ela precisava de mim.Aqueles olhos negros a sobrancelha arqueada sugestivamente.
Seu nome era.
-Válcia.
Eu tossi me desconcentrei e deixei o cigarro cair.
-como disse?
-Válcia.
"Válcia" ela se chamava "Válcia".isso foi frustrante perguntei o nome completo como que precisasse saber para o serviço.Eu não precisava.
-Válcia de Jesus Oliveira.
Sustentei um sorriso sem graça e fingi anotar o nome.
-Eu entrarei em contrato senhorita...Válcia.
-O senhor quer o meu celular?
-Não não obrigado... eu descubro.disse rindo forçadamente.
-Mas...
ela não chegou a terminar . fechei a porta às minhas costas e suspirei.
O Rio de Janeiro era definitivamente um lugar decepcionante.
E eu havia pago tão caro naquele sobretudo...
quarta-feira, 10 de junho de 2009
número 5-as pequenas cosias importantes(especial de dia dos namorados volume 2)
deitados na cama um casal que se conheceu há algumas poucas semanas:
-sabe eu acho qeu não preciso de mais nada...
-é.
-posso te pergutnar uma coisa?
-vai lá.
-você me ama?
-como?
-...Você me ama?
-Olha...essa é um pergunta perigosa. se eu disser que te amo em tão pouco tempo vocE^via achar que 1- eu estou mentido ou 2- eu sou psicopata....e se eu responder que não...também não é muito sensível...então...saída pela direita(risos)
-o que?
-(risos)"saída pela direita" ...leão da montanha...sabe?
-não...
-o desenho da hanna barbera...
-absolutamente não
-ok
-...desculpa não saber(risos)
-...(sorriso forçado)
-...(sorriso)
-sabe eu acho que vou para casa...
-hoje é feriado...
-é mas tem... tem o enterro do meu avô...
-você disse que ele foi cremado há dias!
-é mas tme que por a caixinha na terra...cosia da biblia... ao pó voltarás ele era um cara religioso.
-Mas ele morreu de um ataque cardíaco por uso de viagra numa orgia!
-Já dizia a biblia crescei e reproduzi-vos...multiplicai-vos...o que seja...
-Mas ele fez vasectomia logo após ter sua mãe!
-meu deus eu odeio quando eu sinto que sabem mais da minha familia que eu mesmo(resmungando)
-oque?
-nada ..olha eu realmente tenho que ir embora.
-você via ligar?
-claro ...ahn...sabe aqueles tres reais que eu te emprestei...vocE^pode me devolver agora?
-sabe eu acho qeu não preciso de mais nada...
-é.
-posso te pergutnar uma coisa?
-vai lá.
-você me ama?
-como?
-...Você me ama?
-Olha...essa é um pergunta perigosa. se eu disser que te amo em tão pouco tempo vocE^via achar que 1- eu estou mentido ou 2- eu sou psicopata....e se eu responder que não...também não é muito sensível...então...saída pela direita(risos)
-o que?
-(risos)"saída pela direita" ...leão da montanha...sabe?
-não...
-o desenho da hanna barbera...
-absolutamente não
-ok
-...desculpa não saber(risos)
-...(sorriso forçado)
-...(sorriso)
-sabe eu acho que vou para casa...
-hoje é feriado...
-é mas tem... tem o enterro do meu avô...
-você disse que ele foi cremado há dias!
-é mas tme que por a caixinha na terra...cosia da biblia... ao pó voltarás ele era um cara religioso.
-Mas ele morreu de um ataque cardíaco por uso de viagra numa orgia!
-Já dizia a biblia crescei e reproduzi-vos...multiplicai-vos...o que seja...
-Mas ele fez vasectomia logo após ter sua mãe!
-meu deus eu odeio quando eu sinto que sabem mais da minha familia que eu mesmo(resmungando)
-oque?
-nada ..olha eu realmente tenho que ir embora.
-você via ligar?
-claro ...ahn...sabe aqueles tres reais que eu te emprestei...vocE^pode me devolver agora?
domingo, 7 de junho de 2009
número 4-entrevista de emprego na estrela da morte.
-Senhor...Vitor?
-Sim.
-Sente-se por favor...então , que experiência você tem no ramo de armas de destruição em massa?
-Assim , eu vou ser muito sincero, eu não tneho exatamente assim muita experiência no campo especifico de armas em destruição...armas...
-Destruição em massa.
-Exatamente... eu não tenho muita experiência nessa área...mas assim como eu poderia dizer?... eu tenho meus pontos fortes...eu sou um cara muito comunicativo ,extrovertido, já trabalhei em várias lojas desde empório armani até livrarias...sou um cara versátil.
-entendo...
-Tenho ótima interação com grupos...liderança...
-Ok...entraremos em contato.
-Muito obrigado muito obrigado...(aperto de mão e sorriso de expectativa)
-Muito obrigado o senhor!(sorriso corporativo)
isso aconteceu há muito tempo atrás numa galaxia distante.
Vitor espera a ligação até hoje.
-Sim.
-Sente-se por favor...então , que experiência você tem no ramo de armas de destruição em massa?
-Assim , eu vou ser muito sincero, eu não tneho exatamente assim muita experiência no campo especifico de armas em destruição...armas...
-Destruição em massa.
-Exatamente... eu não tenho muita experiência nessa área...mas assim como eu poderia dizer?... eu tenho meus pontos fortes...eu sou um cara muito comunicativo ,extrovertido, já trabalhei em várias lojas desde empório armani até livrarias...sou um cara versátil.
-entendo...
-Tenho ótima interação com grupos...liderança...
-Ok...entraremos em contato.
-Muito obrigado muito obrigado...(aperto de mão e sorriso de expectativa)
-Muito obrigado o senhor!(sorriso corporativo)
isso aconteceu há muito tempo atrás numa galaxia distante.
Vitor espera a ligação até hoje.
número 3-conversas de um casal trintão(especial dia dos namorados)
um homem e uma muhler deitados na cama:
-você não acha que talvez a gente deva mudar um pouco isso?
-o sexo?
-é...sempre a mesma coisa...
-Olha você deve entender que sexo é como música...
-desenvolva...
-Você pode fazer um free-jazz alucinante cheio de complexidades que provavelemtne não vai soar tão bem quanto a simplicidade do muddy waters.
-Você acha que somos um muddy waters?
-Eu pessoalmente tenho dias menos inspirados mas tenho lá meus momentos charlie parker.
-(risadas)charlie parker...claro
-Ok...Você diria que somos oque?
-Ah sei lá ultimamente parece que a gnete se alterna entre legião urbana e white sripes.
-legião urbana...
-você sabe exatamente tudo oque vai acontecer, não te surpreende mas pelo menos você sabe cantar...
-Obrigado
-mas as vezes eu sinto que eu sou um Jack white que consegue compensar toda a falta de talento da baterista gorda.
-ah ótimo eu sou a baterista gorda...boa noite
-você está ficando com peitinhos...
-boa noite
-eu te amo.
-eu também.
-você não acha que talvez a gente deva mudar um pouco isso?
-o sexo?
-é...sempre a mesma coisa...
-Olha você deve entender que sexo é como música...
-desenvolva...
-Você pode fazer um free-jazz alucinante cheio de complexidades que provavelemtne não vai soar tão bem quanto a simplicidade do muddy waters.
-Você acha que somos um muddy waters?
-Eu pessoalmente tenho dias menos inspirados mas tenho lá meus momentos charlie parker.
-(risadas)charlie parker...claro
-Ok...Você diria que somos oque?
-Ah sei lá ultimamente parece que a gnete se alterna entre legião urbana e white sripes.
-legião urbana...
-você sabe exatamente tudo oque vai acontecer, não te surpreende mas pelo menos você sabe cantar...
-Obrigado
-mas as vezes eu sinto que eu sou um Jack white que consegue compensar toda a falta de talento da baterista gorda.
-ah ótimo eu sou a baterista gorda...boa noite
-você está ficando com peitinhos...
-boa noite
-eu te amo.
-eu também.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
número 2-experimentos excêntricos com vovó .
-Sabe que ela me parece assim meio...
-morta?
-Não ia dizer morta , mas sabe assim...
-falecida?
-É ...também ...mas eu estava pensando em quieta.
-Eu não ouvi de muitos mortos animados...
-É eu sei.
-Além daquele filem um morto muito louco...(ri)
-É...verdade...sabe a morte não precisa ser assim uam cosia tão depressiva...
-um corpo gelado e duro é depressivo.
-Talvez se nós dessemos um jeito.
-...Oque diabos você tme em mente?
-Sei lá umas coisas que lembrem animação...roupa de festa...a vovó amava festas...entende?
-entendo...e isso se chama vilipêndio.
-Um batonzinho.
-Não!
-Ah...de leve...Olha só...
-...Bem eu acho que apesar de macabro anti higiênico e grotesco você leva jeito...
-Ela não parece mais divertida?
-Bem... não é exatametne como em um morto muito louco...
-morta?
-Não ia dizer morta , mas sabe assim...
-falecida?
-É ...também ...mas eu estava pensando em quieta.
-Eu não ouvi de muitos mortos animados...
-É eu sei.
-Além daquele filem um morto muito louco...(ri)
-É...verdade...sabe a morte não precisa ser assim uam cosia tão depressiva...
-um corpo gelado e duro é depressivo.
-Talvez se nós dessemos um jeito.
-...Oque diabos você tme em mente?
-Sei lá umas coisas que lembrem animação...roupa de festa...a vovó amava festas...entende?
-entendo...e isso se chama vilipêndio.
-Um batonzinho.
-Não!
-Ah...de leve...Olha só...
-...Bem eu acho que apesar de macabro anti higiênico e grotesco você leva jeito...
-Ela não parece mais divertida?
-Bem... não é exatametne como em um morto muito louco...
número 1- sobre estatísticas fantasiosas e vanguardas da moda
Escrever é algo complicado.
Ouso dizer que 90% de tudo oque eu já li é digno de ser lido quanto é digna de crédito a decisão aleatória dessa porcentagem.
Aí se enquadra todo tipo de texto genérico de pretensão artistica ou redativa pouco convincente e de um dominio da escrita no mínimo primitivo.E o paulo coelho.
Sobram dez.
Do que sobra não mais do que 50% esboça alguma inclinação para oqeu se diz literário.
Ficamos com 5%...
Não...
5% é muito ...Vou dizer tres.
Parece mais preciso.
Esses 3% são algo que se pdoe chamar de literatura, mesmo que uma proto-literatura.
É como aqule seu amigo que escreve bem em um blog.
Deles, 2% demosntram um domínio de tal forma limitado que se encaixam melhor na categoria "sorte de principiante".
OK.
Sobra um aproximado 1%...
E porque não 0,723%?
Há quem diga 0,724% sabe...
Enfim.Eu digo de todo o coração ...dessa fração mambembe, não masi que a metade merece respeito...
É claro que dessa metade ...que corresponde a...
não eu não vou me dar ao trabalho de fazer a conta mas que fique claro é um número insignificante...
Dessa metade inteira(por mais paradoxal que possa soar) eu duvido que exista alguma afirmação estatística.
Duvido pelo simples fato de que estatísticas são números aleatórios e de valor duvidoso.
Elas são mentirosas inúteis e usadas em 50% dos casos estudados como jsutificativa para uma ideia idiota.
Dos outros 50%, 35 % dizem respeito à porcentagem de efeito do brihlo intenso ,reparação de pontas ou anti-frizz do seu shampoo.
15% foram negligenciados e o pesoal da matemática vanguardista diz que cosntam ainda 7% de dissidentes políticos.
Mas afinal quem se improta com essas vanguardas da moda?
Ouso dizer que 90% de tudo oque eu já li é digno de ser lido quanto é digna de crédito a decisão aleatória dessa porcentagem.
Aí se enquadra todo tipo de texto genérico de pretensão artistica ou redativa pouco convincente e de um dominio da escrita no mínimo primitivo.E o paulo coelho.
Sobram dez.
Do que sobra não mais do que 50% esboça alguma inclinação para oqeu se diz literário.
Ficamos com 5%...
Não...
5% é muito ...Vou dizer tres.
Parece mais preciso.
Esses 3% são algo que se pdoe chamar de literatura, mesmo que uma proto-literatura.
É como aqule seu amigo que escreve bem em um blog.
Deles, 2% demosntram um domínio de tal forma limitado que se encaixam melhor na categoria "sorte de principiante".
OK.
Sobra um aproximado 1%...
E porque não 0,723%?
Há quem diga 0,724% sabe...
Enfim.Eu digo de todo o coração ...dessa fração mambembe, não masi que a metade merece respeito...
É claro que dessa metade ...que corresponde a...
não eu não vou me dar ao trabalho de fazer a conta mas que fique claro é um número insignificante...
Dessa metade inteira(por mais paradoxal que possa soar) eu duvido que exista alguma afirmação estatística.
Duvido pelo simples fato de que estatísticas são números aleatórios e de valor duvidoso.
Elas são mentirosas inúteis e usadas em 50% dos casos estudados como jsutificativa para uma ideia idiota.
Dos outros 50%, 35 % dizem respeito à porcentagem de efeito do brihlo intenso ,reparação de pontas ou anti-frizz do seu shampoo.
15% foram negligenciados e o pesoal da matemática vanguardista diz que cosntam ainda 7% de dissidentes políticos.
Mas afinal quem se improta com essas vanguardas da moda?
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