"o totó quebrou", ele disse apático.
Na verdade queria abraçar cada homúnculo plúmbeo que ali que enfileirava para seu divertimento em suas oxidadas pinturas
azul e vermelho.
.todos eles :Juninho, Bocão ,Zuza...Com seus apelidos incoerentes como os dos ídolos dos anos dourados do futebol.
queria dar a volta olímpica no campo irregular ,descascado e sinceramente feio que se estendia sob eles.
Queria juntar em corrente as outras tantas mãos que outrora roletravam,miravam e moldavam o humilde folcore daquele maracanã de madeira.
miniaturado pela própria natureza .
Mas era tarde,
e naquele ermo pilotis abandonado percebeu que falava com sua cerveja.
Era o fm de uma era.
-esse aqui é para as mãos de alguns piratas holandeses,fumantes ranzinzas,ervas daninhas e estudantes heterossexuais do prédio de letras.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
número oito-o som da maria fumaça
Abriu e fechou a boca mudo
decidiu desistir passando despercebido .
Fingia prestar atenção,se fazia inevitavelmente preso
na teia de informações infinitas vomitadas às baforadas de fumaça.
As informações iam adquirindo peso e caindo no ar nunca chegando aos seus ouvidos
tentava ler os lábios .provavelmente diziam algo do tempo.talvez do laguinho.
os olhos vidrado nos lábios soprando as palavras .parecia fácil.o maço se esvaziava.ela vomitava a fumaça.
desviava, olhava o laguinho, as folhas...voltava e se demorava na chaminé rosada.
Fingia um sorriso torto. os lábios lutando contra o rigor mortis.
ainda mudo. com ele as palavras pareciam seguir o sentido inverso .Engolia a seco.
o olhar num peixe particularmente grande, ou pelo menos grande para aquele particular lago artificial.
engasgava na garganta e escorregavam ao estomago e se aninhavam desconfortaveis.
Igualmente pesadas as palavras nunca chegavam aos ouvidos.
decidiu desistir passando despercebido .
Fingia prestar atenção,se fazia inevitavelmente preso
na teia de informações infinitas vomitadas às baforadas de fumaça.
As informações iam adquirindo peso e caindo no ar nunca chegando aos seus ouvidos
tentava ler os lábios .provavelmente diziam algo do tempo.talvez do laguinho.
os olhos vidrado nos lábios soprando as palavras .parecia fácil.o maço se esvaziava.ela vomitava a fumaça.
desviava, olhava o laguinho, as folhas...voltava e se demorava na chaminé rosada.
Fingia um sorriso torto. os lábios lutando contra o rigor mortis.
ainda mudo. com ele as palavras pareciam seguir o sentido inverso .Engolia a seco.
o olhar num peixe particularmente grande, ou pelo menos grande para aquele particular lago artificial.
engasgava na garganta e escorregavam ao estomago e se aninhavam desconfortaveis.
Igualmente pesadas as palavras nunca chegavam aos ouvidos.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
número sete -rio de janoir
Era tarde quando ela entrou no meu escritório .
disse que precisava do melhor detetive particular do Rio de Janeiro.
Ela havia procurado o lugar certo.
Em primeiro lugar porque eu era realmente o melhor no que eu fazia e em segundo lugar porque definitivamente não havia um número relevante de detetives particulares no Rio de Janeiro.
e esses se contentavam em vigiar esposas de ricaços excêntricos .
Eu era diferente.
Tinha uma vitrola enchendo o escritório com o walking bass de ron carter , um sobretudo que eu obviamente tirava ao sair do ar condicionado e mais um monte de apetrechos bacanas.
Ela entrou com um perfume arrebatador e um vestido vermelho desses que se veria em filmes noir se eles não fossem em preto e branco.
Ela me disse que estava metida numa enrascada e precisava do melhor.
Eu senti que esse era o momento decisivo da minha vida.Finalmente um caso à altura da minha aspiração.Ela pediu fogo eu estalei o meu isqueiro antigo.
Ela fumou com modos, como uma dama, soprou a fumaça como uma diva.
Ela precisava de mim.Aqueles olhos negros a sobrancelha arqueada sugestivamente.
Seu nome era.
-Válcia.
Eu tossi me desconcentrei e deixei o cigarro cair.
-como disse?
-Válcia.
"Válcia" ela se chamava "Válcia".isso foi frustrante perguntei o nome completo como que precisasse saber para o serviço.Eu não precisava.
-Válcia de Jesus Oliveira.
Sustentei um sorriso sem graça e fingi anotar o nome.
-Eu entrarei em contrato senhorita...Válcia.
-O senhor quer o meu celular?
-Não não obrigado... eu descubro.disse rindo forçadamente.
-Mas...
ela não chegou a terminar . fechei a porta às minhas costas e suspirei.
O Rio de Janeiro era definitivamente um lugar decepcionante.
E eu havia pago tão caro naquele sobretudo...
disse que precisava do melhor detetive particular do Rio de Janeiro.
Ela havia procurado o lugar certo.
Em primeiro lugar porque eu era realmente o melhor no que eu fazia e em segundo lugar porque definitivamente não havia um número relevante de detetives particulares no Rio de Janeiro.
e esses se contentavam em vigiar esposas de ricaços excêntricos .
Eu era diferente.
Tinha uma vitrola enchendo o escritório com o walking bass de ron carter , um sobretudo que eu obviamente tirava ao sair do ar condicionado e mais um monte de apetrechos bacanas.
Ela entrou com um perfume arrebatador e um vestido vermelho desses que se veria em filmes noir se eles não fossem em preto e branco.
Ela me disse que estava metida numa enrascada e precisava do melhor.
Eu senti que esse era o momento decisivo da minha vida.Finalmente um caso à altura da minha aspiração.Ela pediu fogo eu estalei o meu isqueiro antigo.
Ela fumou com modos, como uma dama, soprou a fumaça como uma diva.
Ela precisava de mim.Aqueles olhos negros a sobrancelha arqueada sugestivamente.
Seu nome era.
-Válcia.
Eu tossi me desconcentrei e deixei o cigarro cair.
-como disse?
-Válcia.
"Válcia" ela se chamava "Válcia".isso foi frustrante perguntei o nome completo como que precisasse saber para o serviço.Eu não precisava.
-Válcia de Jesus Oliveira.
Sustentei um sorriso sem graça e fingi anotar o nome.
-Eu entrarei em contrato senhorita...Válcia.
-O senhor quer o meu celular?
-Não não obrigado... eu descubro.disse rindo forçadamente.
-Mas...
ela não chegou a terminar . fechei a porta às minhas costas e suspirei.
O Rio de Janeiro era definitivamente um lugar decepcionante.
E eu havia pago tão caro naquele sobretudo...
Assinar:
Postagens (Atom)
