Juninho era um cara esquizofrênico ou pelo menos seriamente perturbado que morava no prédio em frente num apartamento entulhado de artigos de loja de departamento.
Quanto a mim , bem eu não era esquizofrêncio mas era sem duvidas desocupado e passava aproximadametne tres quartos do meu dia observando Juninho.
Havia comprado uma luneta com o propósito de observar as estrelas...ou talvez fosse um telescópio...De qualquer modo eu percebi que diferentemente do senso comum sobre a atrativa grandiosidade e beleza do cosmos ,observar o céu não me apresnetava um entretenimento tão substancial quanto por exemplo uma exploração do cotidiano de alguns casais sem graça que ocasionalemtne brigavam pela última vasilha de sucrilhos.Assim fui apresnetado ao ramo de invasão de privacidade a longa distância e subsequentemente a Juninho.
Juninho era um sujeito por volta dos seus cinquenta anos que puxava de uma perna e cultivava o estrnaho habito de se enrolar completametne nu em uma grosa camada de plástico bolha e locomover-se como uma esécie de larva.
Juninho passava dias nessa condição o que me interessava profundamente e me rendia textos maravilhosos sobre a essencia da questão humana.Nesse momento da minha vida consegui emplacar alguns textos como colaborador freelance no campo da auto-ajuda explorando a questão do renascimento ritualistico.
Nos meses seguintes observei uma evolução de Juninho que agora apresentava-se como pupa mantendo-se sem movimento dentro de cortinas plásticas com pausas regulares nas quais ia para seu trabalho.
Numa dessas idas ao trabalho foi que descobri mais sobre juninho que era gerente de uma loja de departamentos no centro e até mesmo flertava com uma jovem senhorita da xerox.
Luis cláudio da costa junior, o juninho vinha se ausentando das usuais peladas segundo seu porteiro por estar mais voltado ao que ele mesmo se referia como um "investimento".
Me deixava de certa forma angustiado que as pessoas ao seu redor nem sequer supeitassem de suas atividades escusas.
Dessa forma acompanhei Juninho por mais alguns meses seguindo-o no seu trabalho onde agora evitava sucessivas investidas de Deusa ,a jovem senhorita da xerox.
Foi numa sexta feira a tarde quando presisonado por rumores quanto a sua sexualidade que corriam pela loja teve de convidar Deusa para um jantar em seu apartamento.
Por volta das oito da noite os dois entraram pela porta da cozinha, juninho tenso puxando da perna esquerda e Deusa com um sorriso stisfeito.
Deusa se snetou na sala onde se deu a liberdade de colocar um vinil enquanto Juninho entrava rapidametne na sua cúpula e respirava contra o plástico grudando-o em seu rosto e em seguida estufando-o.
Em alguns minutos ele voltou, conversou com ela e sorriu quase galante tentendo esconder o nervosismo.Ela sorria.
Conversaram por algusn minutos e antes de irem para a mesa de jantar Juninho passou brevemente pela sua pupa para algumas "baforadas" como eu costumava chama-las.
Eu começava a desconfiar de suas intenções e subitamente aquele inofensivo baforador de pláastico omeçava a me parecer um psicopata em potencial.
Continuei assistindo.minha aflição seguia num Crescendo vertiginoso que parecia coincidir com oque ocorria no apartamento do outor lado da rua.Quanto mais Deusa se aproximava mais curtos eram os intervalos entre as baforadas.
Deusa que a principio parecia confiante como pensasse que seu galã deixava os aposentos por nervosismo de estar com ela ,agora parecia intrigada.
devia ser a quinta baforada que Juninho ia dar num periodo de vinte minutos quando Deusa resolveu investigar.Juninho parecia perder um pouco de seu controle e começava a despir-se.
DEsua se aproximava.Juminho parecia num extase quase que sexual.Deusa encostou o ouvido na porta.Juninho mal se continha .Colocou a mão na maçaneta.Girou delicadamente.
hesitou por um instante.fechou os olhos.tomou uma respiração e tornou a girar.
Voltando o telescópio ou luneta rapidamente para o quarto, u cena insolita :as cortinas plásticas esparramdas no chão ,Deusa surpresa prucurando por Juninho e finalemtne olhando pela janela perpelexa, Juninho voando para o azul sem fim do céu do rio de janeiro com asas de borboleta feitas de celofane...
A polícia nos dias seguintes investigou o ocorrido ,nada foi constatado,o caso foi encerrado,Juninho nunca mais foi visto,Deusa largou a loja e começou a frequentar todo tipo de reunião de comunidades extraterrestres e sobrenaturais e quanto a mim, eu larguei meus empreendimentos literários e comprei um tanto de plástico bolha na loja de departamento do centro onde trabalhava Juninho.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
número treze- o grande tabu :um ensaio sobre o cu
em meio uma discussão em mesa de bar a respeito do controverso tema "comer cu" , diego sanchez é designado para dar seu veredicto após declarações espantosas envolvendo a lenda urbana da xilocaína uma citação ao poema de drummond " a porta dos fundos do amor" e até mesmo uma interpretação sacaninha da máxima " não se come onde se caga" .
Diego sanchez diz:
Acerca da entidade abstrata ideal " O Cu" devo afirmar que diferentemente de sua instância orgânica ,este, não fede nem cheira.
Eu poderia comparar minha experiência com o cu no âmbito afetivo àquele colega com quem você se da bem apesar de conhcer pouco ou talvez exatamente por conehcer pouco.
O Cu até hoje não me causou mal ainda que negligenciada sua improtância .
Eu declaro portanto o Cu isento de qualquer culpa nos incidentes escatológicos mencionados e a mim mesmo isento da necessidade de um veredicto objetivo que substituo por uma frase de efeito sem compromisso com a moral contemporênea do ocidente:
a frase declamada foi:
"passarinho que come pedra sabe o cu que tem".
naqeula noite sabia-se com o perdão do trocadilho que esta entraria para os anais da história do mundo
Diego sanchez diz:
Acerca da entidade abstrata ideal " O Cu" devo afirmar que diferentemente de sua instância orgânica ,este, não fede nem cheira.
Eu poderia comparar minha experiência com o cu no âmbito afetivo àquele colega com quem você se da bem apesar de conhcer pouco ou talvez exatamente por conehcer pouco.
O Cu até hoje não me causou mal ainda que negligenciada sua improtância .
Eu declaro portanto o Cu isento de qualquer culpa nos incidentes escatológicos mencionados e a mim mesmo isento da necessidade de um veredicto objetivo que substituo por uma frase de efeito sem compromisso com a moral contemporênea do ocidente:
a frase declamada foi:
"passarinho que come pedra sabe o cu que tem".
naqeula noite sabia-se com o perdão do trocadilho que esta entraria para os anais da história do mundo
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