No principio era o Verbo...
-que verbo?
-o Verbo...sei lá...o Verbo...qual o problema com o Verbo?o Verbo...
-não nenhum problema com o Verbo...mas...porque não o "Adjetivo"?han?"No principio era o Adjetivo.".
-Adjetivo?...não não, no principio era o Verbo!
-talvez um substantivo...
-Não!qual é o seu problema? era o Verbo!
-um advérbio?djunto adnominal?
-mas que merda é um adjunto adnominal?
-AH! vocÊ nem sabe oqeu É um adjunto adnominal como pode ter certeza que não era um?
-era o Verbo!O VERBO!
-ok, ok ...se quer vencer no grito...
-Enfim...
-"no principio era o Grito!"
-mas que merda?afinal o que você está fazendo?o que diabos vocÊ está fazendo aqui , se você não percebeu eu estou tetnando criar a PORRA do universo...
-Ah meu deus...você está "criando o universo" você seria então "Deus"?(irônico)
-Sim Deus...o próprio...satisfeito?
-Não claro...
-No principio era...
-hum hum(pigarro) .Segundo Nietzsche..."Deus está morto"...como você me explica isso?
-Quem diabos é Nietzche?
-Filosofo ...bigodudo...meio estranhão(gesticula procurando ver se Deus se lembra)
-Não me vem nada a mente...
-Mas você é Deus!você fez todas as cosias!todos os homens!
-Não não espera aí...isso é uma mentira ...eu fiz adão e eva ...passarinhos , firmamento, mar...essas cosias nenhum filosofo bigodudo estranhão!
-Enfim...foi o que ele disse " Deus está morto"...
-Bem eu não conheço o sujeito mas eu tenho certeza de que com "Deus está morto" ele provavelemtne quer problematizar metaforicamente a concepção antiga de um universo regido por razões divinas estruturadas em uma lógica humanamente compreensivel...
-Não ...Ele disse que você está morto "Deus está morto" com todas as palvras...na verdade "gott ist tot"(com ar pomposo) ...ele era alemão...
-Ok eu eu estou morto porque você...qual o seu nome?
-Carlitos, programador de software... intimamente eu me vejo como um artista.
-Ok Carlitos ...eu vou me sentar aqui e vamos ver ...porque você não cria o universo?
-Ok...
-Você sugeriu "no principio era o grito"...
-sim sim...melhor ainda ..." no principio era uma explosão enrome e despropositada derivada de uma concentração de matéria inimaginavel...
Bem...é... na realidade foi assim que surgiu o que nós hoje chamamos de universo...então antes de amaldiçoar Deus quando o ônibus passa fingindo não te ver ,ou quando o dedinho do seu pé bater inconvenientemente em algum lugar...lembre-se a culpa é de Nietzsche ...
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
número 17- no princípio...
No princípio era o Verbo
e "Verbo" era um daqueles botecos típicos da zona sul carioca com nomes curiosos preços altos e pose de pé-sujo.
Ali na única mesa que havia antes do universo do BigBang e de tudo mais que você possa imaginar papeavam despretensiosamente dois bêbados:
1 -Esse proto-universo é uma merda...essa merda de música...que música é essa?
2 -Alguma dessas novidades proto-planck*.
1 [para o garçom, a única outra pessoa presente]-Amigão , me vê mais uma cerveja.
2 -Cara eu tava com umas ideias.
1 -Olha o filho da puta se fingindo de ocupado para não nos servir... não tem mais ninguem aqui...depois vem pedir dez porcento.
1 -Então ,eu tava tendo uma ideia...
2 -Desculpa, fala a ideia...[para o garçom novamente] Amigo mais uma aqui.
Garçom-Skol ou Antártica?
1 -Não tem mais Brahma não?
Garçom -A Brahma acabô.
1 -Então Antártica.
2 -Tava pensando numa concepção existencial baseada no tempo e espaço e situada num lugar que eu decidi chamar de Monoverso.
1-Bacana , bacana...
2-Mas sei lá...Eu não decidi ainda se esse "Monoverso" deveria ser infinito ou estar em constante expansão...
1-Saquei...
2-Mas enfim eu fiquei pensando numa particula risivel desse continente inimaginavel de matéria , que seria um planeta chamado "Terra"...
[discorre sobre a Terra,sobre um fenomeno despropositado e nem tanto divertido chamado "Vida" e finalmente sobre sua invenção mais recente o ser humano...]
2-...e é basicamente isso
1-Não faz sentido.
2-Mas aí é que tá ...
1-Olha, essa ideia toda...
2-do universo?
1-é
2-Qeu que tem?
1-é que...a intenção é legal... mas hoje em dia isso não dá dinheiro...Gasta essa tua imaginação numa coisa mais produtiva tipo...webdesign
2-Saquei...
1-a ideia é boa cara...mas vai por mim...
2-pode crer você ta certo...
É sabido que por volta dessa mesma época, um pouco antes do Verbo tentar uma mudança inustada para bar temático hare-krishna e subsequentemnte fechar por falta de clientela, um garçom oportunista registrou a patente de uma ideia absurda que batizou de "Universo" e mudou a história de modo que depois disso as coisas nunca mais foram as mesmas.
*http://pt.wikipedia.org/wiki/Era_de_Planck
e "Verbo" era um daqueles botecos típicos da zona sul carioca com nomes curiosos preços altos e pose de pé-sujo.
Ali na única mesa que havia antes do universo do BigBang e de tudo mais que você possa imaginar papeavam despretensiosamente dois bêbados:
1 -Esse proto-universo é uma merda...essa merda de música...que música é essa?
2 -Alguma dessas novidades proto-planck*.
1 [para o garçom, a única outra pessoa presente]-Amigão , me vê mais uma cerveja.
2 -Cara eu tava com umas ideias.
1 -Olha o filho da puta se fingindo de ocupado para não nos servir... não tem mais ninguem aqui...depois vem pedir dez porcento.
1 -Então ,eu tava tendo uma ideia...
2 -Desculpa, fala a ideia...[para o garçom novamente] Amigo mais uma aqui.
Garçom-Skol ou Antártica?
1 -Não tem mais Brahma não?
Garçom -A Brahma acabô.
1 -Então Antártica.
2 -Tava pensando numa concepção existencial baseada no tempo e espaço e situada num lugar que eu decidi chamar de Monoverso.
1-Bacana , bacana...
2-Mas sei lá...Eu não decidi ainda se esse "Monoverso" deveria ser infinito ou estar em constante expansão...
1-Saquei...
2-Mas enfim eu fiquei pensando numa particula risivel desse continente inimaginavel de matéria , que seria um planeta chamado "Terra"...
[discorre sobre a Terra,sobre um fenomeno despropositado e nem tanto divertido chamado "Vida" e finalmente sobre sua invenção mais recente o ser humano...]
2-...e é basicamente isso
1-Não faz sentido.
2-Mas aí é que tá ...
1-Olha, essa ideia toda...
2-do universo?
1-é
2-Qeu que tem?
1-é que...a intenção é legal... mas hoje em dia isso não dá dinheiro...Gasta essa tua imaginação numa coisa mais produtiva tipo...webdesign
2-Saquei...
1-a ideia é boa cara...mas vai por mim...
2-pode crer você ta certo...
É sabido que por volta dessa mesma época, um pouco antes do Verbo tentar uma mudança inustada para bar temático hare-krishna e subsequentemnte fechar por falta de clientela, um garçom oportunista registrou a patente de uma ideia absurda que batizou de "Universo" e mudou a história de modo que depois disso as coisas nunca mais foram as mesmas.
*http://pt.wikipedia.org/wiki/Era_de_Planck
sábado, 17 de abril de 2010
número 16-chuva fina em laranjeiras
Escrever é uma cosia difícil.
Uma pessoa qualquer pode se satisfazer com um conjunto despretencioso de palavras encaixadas,mas eu não...Eu estava procurando aquela palavra.
A máquina de escrever me encarava como aquela menina que descobre que depois de doze latinhas de cerveja você não é mais tão viril quanto imaginava.
Um poquinho de pena ...um poquinho de decepção...a filha da puta sorri complacente enquanto você tenta se justificar...
Dei um gole na latinah de cerveja que agora já estava quente e me levantei.
Eu olhei pela janela ora vislumbrando os carros correndo sob uma chuva fina ora encarando a mim mesmo, as fundas cavidades oculares ,a barba por fazer ,um cigarro dependurado.Eu andava com cigarros apagados na boca desde que decidi parar de fumar.
Me imaginei tragando deliciosamente uma nuvem de substâncias nocivas...
Soltei a fumaça imaginaria embaçando a janela.
Fui limpando o vidro com as pontas dos dedos ao passo que aparecia diante dos meus olhos toda inspiração que havia me fugido nos últimos meses personificada numa voluptuosa diva coberta de seda vermelha..
.eu imagino que fosse seda mas talvez fosse qualquer outra coisa.
Ela olhava desconfiada para os lados.
Voltei a máquina de escrever.
"a noite ..."
"a noite paira"
"paira"?isso existe?...
e de qualquer modo ,como diabos isso me ajudaria a chegar nos estimados noventa e cinco centimetros de pernas estonteantes parcamente cobertos pela seda (ou talvez cetim) vermelho?
Essa era uma pergunta difícil e do ponto de vista de um recente ex-fumante eu definitivametne precisava de um cigarro...e fósforos.
Não eu não tinha fosforos.Eu joguei eles fora quando decidi parar de fumar porque me parecia menos cruel ou definitivo que faze-lo com os próprios cigarros.
Num corte cinematográfico lá estava eu percorrendo as Laranjeiras em busca de fósforos.
E aí eu a vi.
Novamente a seda contra o corpo me atraindo.
-oi, você não teria um fósforo?
-desculpa eu parei de fumar.
-certo...você tem nome?
-Oi?
-qual o seu nome?
-Nara.
-belo nome...mas porque você está aqui...na chuva...esperando alguém?
-mais ou menos...
-sei...
-você não mora naquele pre´dio ali?
-moro , moro sim...
-eu te vi daqui.Na janela fumando um cigarro apagado.
-ah é?
-você faz um tipo misterioso...
Eu devia ter desconfiado de alguma coisa quando ela disse isso.
-ah é?
Mas eu simplesmente sorri sem jeito de modo que em alguns vinte minutos ela entrava pela porta da minha casa desprendendo o coque numa cascata de cabelos dourados,e em seguida eu entrava por entre as suas pernas transpirando extasiado com o seu gemido agudo e contido.
Meu olhar estava vidrado e ela agora uivava como um animal selvagem e a mim assim como a um animal selvagem não foram necessários mais do que cinco minutos para que eu me abatesse sobre ela decepcionada.
Ela se limpou com um sorriso.A porra do sorriso complacente...mas não era aquele mesmo sorriso. Então eu entendi tudo.
Segundos antes de ela me informar eu já havia entendido tudo.
-São cinquenta reais meu amor.
Eu peguei minha carteira e tirei os últimos cinquenta reais
-obrigado- ela sorriu se levantando e indo até a porta.
Eu sentei à beira da cama observando o vazio que invadia minha carteira.
E então eu suspirei com um pouquinho de pena...
um pouquinho de decepção...
Mas foi apenas uma semana depois quando meu urologista diagnosticou "é gonorreia meu filho"que eu sorri com o sorriso complacente peculiar à quem acaba de perceber que está de fato fodido.
Uma pessoa qualquer pode se satisfazer com um conjunto despretencioso de palavras encaixadas,mas eu não...Eu estava procurando aquela palavra.
A máquina de escrever me encarava como aquela menina que descobre que depois de doze latinhas de cerveja você não é mais tão viril quanto imaginava.
Um poquinho de pena ...um poquinho de decepção...a filha da puta sorri complacente enquanto você tenta se justificar...
Dei um gole na latinah de cerveja que agora já estava quente e me levantei.
Eu olhei pela janela ora vislumbrando os carros correndo sob uma chuva fina ora encarando a mim mesmo, as fundas cavidades oculares ,a barba por fazer ,um cigarro dependurado.Eu andava com cigarros apagados na boca desde que decidi parar de fumar.
Me imaginei tragando deliciosamente uma nuvem de substâncias nocivas...
Soltei a fumaça imaginaria embaçando a janela.
Fui limpando o vidro com as pontas dos dedos ao passo que aparecia diante dos meus olhos toda inspiração que havia me fugido nos últimos meses personificada numa voluptuosa diva coberta de seda vermelha..
.eu imagino que fosse seda mas talvez fosse qualquer outra coisa.
Ela olhava desconfiada para os lados.
Voltei a máquina de escrever.
"a noite ..."
"a noite paira"
"paira"?isso existe?...
e de qualquer modo ,como diabos isso me ajudaria a chegar nos estimados noventa e cinco centimetros de pernas estonteantes parcamente cobertos pela seda (ou talvez cetim) vermelho?
Essa era uma pergunta difícil e do ponto de vista de um recente ex-fumante eu definitivametne precisava de um cigarro...e fósforos.
Não eu não tinha fosforos.Eu joguei eles fora quando decidi parar de fumar porque me parecia menos cruel ou definitivo que faze-lo com os próprios cigarros.
Num corte cinematográfico lá estava eu percorrendo as Laranjeiras em busca de fósforos.
E aí eu a vi.
Novamente a seda contra o corpo me atraindo.
-oi, você não teria um fósforo?
-desculpa eu parei de fumar.
-certo...você tem nome?
-Oi?
-qual o seu nome?
-Nara.
-belo nome...mas porque você está aqui...na chuva...esperando alguém?
-mais ou menos...
-sei...
-você não mora naquele pre´dio ali?
-moro , moro sim...
-eu te vi daqui.Na janela fumando um cigarro apagado.
-ah é?
-você faz um tipo misterioso...
Eu devia ter desconfiado de alguma coisa quando ela disse isso.
-ah é?
Mas eu simplesmente sorri sem jeito de modo que em alguns vinte minutos ela entrava pela porta da minha casa desprendendo o coque numa cascata de cabelos dourados,e em seguida eu entrava por entre as suas pernas transpirando extasiado com o seu gemido agudo e contido.
Meu olhar estava vidrado e ela agora uivava como um animal selvagem e a mim assim como a um animal selvagem não foram necessários mais do que cinco minutos para que eu me abatesse sobre ela decepcionada.
Ela se limpou com um sorriso.A porra do sorriso complacente...mas não era aquele mesmo sorriso. Então eu entendi tudo.
Segundos antes de ela me informar eu já havia entendido tudo.
-São cinquenta reais meu amor.
Eu peguei minha carteira e tirei os últimos cinquenta reais
-obrigado- ela sorriu se levantando e indo até a porta.
Eu sentei à beira da cama observando o vazio que invadia minha carteira.
E então eu suspirei com um pouquinho de pena...
um pouquinho de decepção...
Mas foi apenas uma semana depois quando meu urologista diagnosticou "é gonorreia meu filho"que eu sorri com o sorriso complacente peculiar à quem acaba de perceber que está de fato fodido.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
número 15-uma crônica despretensiosa sobre a arte de matar
quando ela me perguntou o que eu fazia da vida peguei um cigarro , acendi, me demorei numa tragada cinematográfica.
Eu era oque você poderia chamar de "matador de alguel".
Particularmente eu me via como artista.
-Digamos que eu sou um artista.
Meu trabahlo sempre foi pontuado de um impecável respaldo estético.Mas além do ambito estético o matar trata de uma questão fundametal da vida, "a morte".
-Uau.Deve ser uma vida empolgante...
E que tipo de cosia você faz?
Minha predileção era por um trabalho entre o sublime e o grotesco.Entre o estrago de uma doze e a sutileza de um pescoço cortado.
-Digamos que a minha criação habita uma esfera bem própria dentro da criação artística.
Ela parecia inebriada pelo meu papo intelectualóide.
-É de uma profundidade visceral...
organica
Ela parecia muito interessada
Olhei-a com carinho e aproximei minha face suavemen...
-Mas que merda é essa?
A merda a qual eu me referia era uma Luger, uma beleza de pistola alemã.
A garota disparou contra meu ombro tingindo os tons pasteis de meu paletó com um bem colocado toque cínabre.
-Eu gostaria de te dizer antes de tudo que eu sou uma grande apreciadora do seu trabalho .mas você entende como são as cosias não né?
-Sem ressentimentos.
Antes de apagar pude ver um serrote portátil sendo retirado de sua discreta bolsa...
Se tratava, afinal, de uma artista.
Eu era oque você poderia chamar de "matador de alguel".
Particularmente eu me via como artista.
-Digamos que eu sou um artista.
Meu trabahlo sempre foi pontuado de um impecável respaldo estético.Mas além do ambito estético o matar trata de uma questão fundametal da vida, "a morte".
-Uau.Deve ser uma vida empolgante...
E que tipo de cosia você faz?
Minha predileção era por um trabalho entre o sublime e o grotesco.Entre o estrago de uma doze e a sutileza de um pescoço cortado.
-Digamos que a minha criação habita uma esfera bem própria dentro da criação artística.
Ela parecia inebriada pelo meu papo intelectualóide.
-É de uma profundidade visceral...
organica
Ela parecia muito interessada
Olhei-a com carinho e aproximei minha face suavemen...
-Mas que merda é essa?
A merda a qual eu me referia era uma Luger, uma beleza de pistola alemã.
A garota disparou contra meu ombro tingindo os tons pasteis de meu paletó com um bem colocado toque cínabre.
-Eu gostaria de te dizer antes de tudo que eu sou uma grande apreciadora do seu trabalho .mas você entende como são as cosias não né?
-Sem ressentimentos.
Antes de apagar pude ver um serrote portátil sendo retirado de sua discreta bolsa...
Se tratava, afinal, de uma artista.
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