sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

número 15-uma crônica despretensiosa sobre a arte de matar

quando ela me perguntou o que eu fazia da vida peguei um cigarro , acendi, me demorei numa tragada cinematográfica.
Eu era oque você poderia chamar de "matador de alguel".
Particularmente eu me via como artista.
-Digamos que eu sou um artista.
Meu trabahlo sempre foi pontuado de um impecável respaldo estético.Mas além do ambito estético o matar trata de uma questão fundametal da vida, "a morte".
-Uau.Deve ser uma vida empolgante...
E que tipo de cosia você faz?
Minha predileção era por um trabalho entre o sublime e o grotesco.Entre o estrago de uma doze e a sutileza de um pescoço cortado.
-Digamos que a minha criação habita uma esfera bem própria dentro da criação artística.
Ela parecia inebriada pelo meu papo intelectualóide.
-É de uma profundidade visceral...
organica
Ela parecia muito interessada
Olhei-a com carinho e aproximei minha face suavemen...
-Mas que merda é essa?
A merda a qual eu me referia era uma Luger, uma beleza de pistola alemã.
A garota disparou contra meu ombro tingindo os tons pasteis de meu paletó com um bem colocado toque cínabre.
-Eu gostaria de te dizer antes de tudo que eu sou uma grande apreciadora do seu trabalho .mas você entende como são as cosias não né?
-Sem ressentimentos.
Antes de apagar pude ver um serrote portátil sendo retirado de sua discreta bolsa...
Se tratava, afinal, de uma artista.